A quarta edição do TokenNation encerrou sua programação após reunir cerca de cinco mil visitantes nos dias 1º e 2 de junho, no Pavilhão da Bienal de São Paulo. Com uma agenda que conectou inovação, negócios, mercado financeiro, inteligência artificial, blockchain, tokenização, cultura digital e impacto social, o encontro reforçou a evolução do ecossistema e evidenciou uma mudança estrutural no mercado: tecnologias que até poucos anos atrás eram tratadas como tendências emergentes passaram a integrar decisões concretas de empresas, instituições financeiras, empreendedores, investidores e organizações da sociedade civil.
O evento
Ao longo dos dois dias, o TokenNation 2026 reuniu 147 palestrantes e keynotes. Considerando também mediadores e convidados, a programação contou com 193 participantes únicos e 214 participações registradas na agenda. Foram realizadas 73
sessões de conteúdo em quatro palcos: 48 painéis, 17 keynotes e oito talks individuais.
O TokenNation apresentou um retrato do amadurecimento da nova economia. Representantes de empresas, instituições financeiras, plataformas de tecnologia, organizações e comunidades discutiram aplicações práticas de inteligência artificial, evolução dos meios de pagamento, tokenização de ativos, novas infraestruturas financeiras, privacidade, auto custódia, regulação, empreendedorismo, economia criativa e formação de talentos.
Entre os nomes e organizações que integraram a programação, estiveram representantes de empresas como Visa, Google, Deloitte, iFood, Sebrae, Alura, Ripple e Binance, além de
especialistas ligados ao mercado financeiro, à Web3, à inovação corporativa e ao
desenvolvimento de novas soluções digitais.
“O TokenNation foi construído para aproximar universos que não podem mais caminhar
separadamente. Tecnologia, negócios, cultura e arte fazem parte da mesma transformação.
Quando reunimos empresas, especialistas, criadores e comunidades na Bienal, criamos um
ambiente em que a inovação deixa de ser apenas uma tendência e passa a gerar conexões,
aprendizado e oportunidades reais”, afirma Marco Antonio Affonseca, cofundador e CEO do
TokenNation.
Mercado avança da experimentação para a aplicação prática
As discussões realizadas durante o evento indicaram que o debate sobre tecnologias emergentes entrou em uma nova etapa. A pergunta central já não é apenas quais inovações devem ganhar espaço nos próximos anos, mas como elas podem ser incorporadas com segurança, eficiência, governança e retorno mensurável.
No setor financeiro, um dos debates de maior destaque tratou da convergência entre Pix,
cartões e stablecoins. Durante o painel “Pix, cripto e cartão: quem vai mandar no seu
dinheiro”, executivos analisaram como diferentes meios de pagamento podem coexistir e se
complementar dentro de uma infraestrutura financeira cada vez mais digital.
“Estamos longe do fim dos cartões, e as tecnologias estão se conectando. Não vemos como
uma tecnologia canibal, mas que se complementam”, afirmou Antônia Souza, diretora de
Moedas Digitais da Visa.
A avaliação reforçou uma das conclusões recorrentes da edição: as stablecoins ganham
relevância não como substitutas automáticas das soluções existentes, mas como uma nova
camada de infraestrutura capaz de ampliar eficiência, programabilidade e possibilidades de
integração entre o mercado tradicional e o ecossistema blockchain.
Regulação passa a ser percebida como vetor de crescimento
Outro eixo relevante foi o amadurecimento regulatório do mercado brasileiro. Em diferentes
painéis, especialistas defenderam que regras claras podem ampliar a segurança jurídica,
estimular a entrada de instituições e acelerar o desenvolvimento de novos produtos.
A discussão também destacou a necessidade de construir um ambiente regulatório
equilibrado, capaz de proteger consumidores e investidores sem comprometer a
competitividade do país ou isolar o mercado brasileiro das dinâmicas globais.
“O cuidado daqui para frente é ser um mercado consolidado, mas não isolado”, afirmou
Guilherme Sacamone, Head LatAm da OKX, durante um dos debates do evento.
A presença de executivos de instituições financeiras, plataformas globais, empresas de
infraestrutura e especialistas jurídicos demonstrou que a evolução regulatória deixou de ser
tratada apenas como uma barreira operacional. Ela passou a ser compreendida como uma
condição estratégica para a expansão responsável do setor.
Inteligência artificial entra definitivamente na agenda de negócios
A inteligência artificial também ocupou posição central na programação. O Palco Arena IA
reuniu debates sobre agentes inteligentes, modelos de linguagem, hiperpersonalização,
marketplaces, governança, retorno sobre investimento, acessibilidade, educação e
aplicação da tecnologia em operações corporativas.
A trilha abordou questões diretamente ligadas aos desafios enfrentados por empresas de
diferentes portes: como escolher soluções adequadas, medir resultados, reduzir custos
invisíveis, estruturar governança e transformar ferramentas tecnológicas em produtividade,
diferenciação competitiva e novas receitas.
A edição também recebeu uma rodada de negócios voltada à conexão entre startups,
investidores e empresas, realizada pela ABStartups com inscrições pela VeeCee. A
iniciativa utilizou matchmaking inteligente e curadoria especializada para aproximar
negócios, teses de investimento e desafios de inovação aberta.
Ao colocar inteligência artificial e tokenização dentro de uma mesma agenda estratégica, o
TokenNation ampliou o debate sobre a convergência entre tecnologias que já começam a
redesenhar operações, modelos de negócio e relações econômicas.
Tecnologia e impacto social deixam de ser agendas paralela
A programação também demonstrou que a consolidação da nova economia depende de
sua capacidade de gerar benefícios concretos para a sociedade. O segundo dia do evento
começou com o encontro “Child Lens for Blockchain”, promovido pelo UNICEF com apoio
do TokenNation.
A agenda reuniu executivos e parceiros institucionais para discutir como inovação, educação financeira, inteligência artificial e blockchain podem contribuir para ampliar
oportunidades para crianças e jovens. Durante o evento, Felipe Gonzalez, Innovation Officer do UNICEF Brasil, apresentou iniciativas desenvolvidas pela organização e destacou a relevância da articulação entre empresas, terceiro setor e agentes de inovação.
“A gente entende o blockchain por três lentes específicas. A primeira delas são os sistemas
auditáveis. A partir dos contratos inteligentes e da tokenização, é possível rastrear o
impacto desse investimento. Isso amplia a confiabilidade e a transparência dessas
soluções”, afirmou Gonzalez.
A iniciativa reforçou uma premissa central para o TokenNation: tecnologias emergentes
ganham relevância quando são traduzidas em aplicações práticas, inclusão, formação e
respostas para desafios reais da sociedade.
Arte digital aproxima inovação de novos públicos
A quarta edição também ampliou a presença da arte dentro da narrativa do evento. Em vez
de atuar como um elemento paralelo à agenda de negócios, a programação artística
funcionou como uma linguagem de aproximação entre diferentes públicos e conceitos
tecnológicos complexos.
A Bienal recebeu oito pontos de experiência artística, incluindo uma galeria com curadoria
dos últimos três anos do ecossistema, uma sala imersiva assinada por VJ Spetto e United
VJs, arte generativa, experiências com realidade virtual, ferramentas de inteligência artificial aplicadas à criação visual e obras tokenizadas do acervo de Sebastião Salgado.
A integração entre arte, tecnologia e negócios reforçou a própria trajetória do TokenNation.
Criado em 2022 como NFT Brasil e reposicionado oficialmente em 2025, o ecossistema
acompanhou o amadurecimento do mercado e expandiu seu campo de atuação para
conectar blockchain, inteligência artificial, tokenização, sustentabilidade, educação, cultura
digital e novas infraestruturas econômicas.
HackaNation evidencia capacidade brasileira de desenvolver soluções reais
O encerramento da quarta edição do HackaNation, hackathon oficial do TokenNation,
completou a agenda ao demonstrar como capacitação técnica, experimentação e acesso a
ecossistemas globais podem acelerar o desenvolvimento de novas soluções.
Realizado em formato híbrido entre março e junho, o programa reuniu 142 inscritos e 22
projetos desenvolvidos. Com mais de R$ 30 mil em prêmios, a jornada incluiu mentorias,
workshops, bootcamps e desafios relacionados a inteligência artificial, DeFi, stablecoins,
tokenização, sustentabilidade, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e inovação
aplicada.
Os projetos premiados apresentaram aplicações voltadas a diferentes setores, incluindo
monetização de APIs e agentes de inteligência artificial, pagamentos digitais, fidelização do
comércio local, educação financeira, due diligence ambiental para cadeias agroexportadoras, microcrédito para trabalhadores informais e prontuários médicos com
consentimento verificável e auditoria em blockchain.
“O HackaNation mostrou, na prática, a força da comunidade brasileira de builders. Os
projetos apresentados demonstram que o Brasil tem talentos preparados para construir
soluções relevantes em Web3, IA, tokenização e infraestrutura digital. Nosso papel, como
TokenNation, é criar pontes entre essas pessoas, o mercado, os investidores e os
ecossistemas globais de tecnologia”, afirma Marco Antonio Affonseca.
Um ecossistema em evolução contínua
Como a própria organização destaca, os resultados da quarta edição reforçam o posicionamento do TokenNation como uma plataforma que vai além de um evento anual. Ao conectar conteúdo, negócios, experiências imersivas, impacto social, cultura, educação e formação de talentos, o ecossistema amplia seu papel na consolidação do mercado brasileiro de inovação digital.
Com a mensagem-chave “Onde inovação vira negócio”, o TokenNation busca traduzir
tendências tecnológicas em aplicações práticas, decisões estratégicas e oportunidades
reais de mercado. A proposta é aproximar empresas, executivos, investidores, criadores,
comunidades, poder público e organizações da sociedade civil das transformações que já
estão redesenhando a economia.
A quarta edição demonstrou que o debate sobre blockchain, inteligência artificial,
tokenização e ativos digitais deixou definitivamente de estar restrito a nichos especializados. Essas tecnologias passam a ocupar espaço crescente nas estratégias corporativas, na infraestrutura financeira, na economia criativa, nas iniciativas educacionais e na busca por soluções capazes de gerar impacto mensurável.
TokenNation 2026 em números
● Cerca de cinco mil visitantes;
● 147 palestrantes e keynotes;
● 193 participantes únicos na programação, incluindo mediadores, convidados e
responsáveis por aberturas;
● 214 participações registradas na agenda;
● Quatro palcos de conteúdo;
● 73 sessões de conteúdo;
● 48 painéis;
● 17 keynotes;
● Oito talks individuais;
● Seis aberturas institucionais;
● 79 atividades executadas, considerando as aberturas;
● Oito experiências artísticas;
● 142 inscritos e 22 projetos desenvolvidos no HackaNation;
● Mais de R$ 30 mil em premiações no HackaNation.




