sábado, maio 25, 2024
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Angola prende 7 mineradores chineses por mineração de Bitcoin

Em uma ação sem precedentes, o Serviço de Investigação Criminal de Angola (SIC) desmantelou duas fazendas ilegais de mineração de Bitcoin e prendeu sete cidadãos chineses. A operação ocorreu na última terça-feira (23), poucos dias após a proibição do governo angolano à atividade com criptomoedas. O país estendeu o alerta a embaixada da China aos seus cidadãos residentes no país.

Chineses estavam com arma de fogo 

A Direção Nacional de Combate aos Crimes Financeiros e Fiscais, órgão do Ministério do Interior, liderou a operação nas cidades de Viana e Belas, após receber uma denúncia anônima. Uma das fazendas operava dentro de uma fábrica de blocos de cimento e a outra dentro de uma fábrica de baterias, ambas dedicadas à mineração ilícita de criptomoedas.

O site Angola 24 Horas relatou que as autoridades encontraram os detidos, com idades entre 26 e 56 anos, portando uma arma de fogo, dois veículos, passaportes e celulares. “Foram apreendidas as instalações e todos os processadores usados para esta atividade. O SIC vai continuar implacável contra esse tipo de atividade.” – afirmou Manuel Halaiwa, responsável pela comunicação do SIC.

Dessa forma, Halaiwa destacou que os mineradores instalaram postes de transformação de energia elétrica para alimentar sistema de refrigeração das mineradoras de Bitcoin. E todas elas possuem um alto consumo de energia. A lei 03/2024, sancionada em 10 de abril, agora pode acusar os chineses de crimes previstos. Além disso, serão responsabilizados por furto de energia elétrica, exercício ilegal de atividade econômica e associação criminosa.

Mineração está proibida em Angola desde 10 de abril

Então, desde 10 de abril deste ano, a mineração de qualquer criptomoeda em Angola pode resultar em até 12 anos de prisão. Assim, o Parlamento justificou a medida como uma necessidade de proteger o sistema de energia elétrica do país.

A Embaixada da China destacou a nova lei angolana desde a semana passada e alertou os chineses residentes no país sul-africano. Lembrando que a China aplicou a mesma iniciativa. 

Portanto, segundo o órgão, envolver-se em negócios relacionados a moedas virtuais é um comportamento financeiro “ilegal”. “O governo angolano também reprimiu esta questão. 

“Assim, desde o ano passado, vários cidadãos chineses em Angola foram responsabilizados legalmente. Todos por participarem de mineração virtual e suspeitos de uso ilegal de eletricidade.” – alertou o órgão.

Paulo Cardoso
Paulo Cardoso
Formado pela PUC-RJ (2002) em Jornalismo, com Pós Graduação na ESPM-RJ (2006) em Comunicação com o Mercado. Trabalhou em rádio, jornal, editora de livros como revisor e agências de publicidade como redator, estratégia de negócio e social media. Editorias trabalhadas: entretenimento, futebol, política, economia, petróleo, marketing, negócios, iGaming e tecnologia.
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