quarta-feira, janeiro 21, 2026
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François Villeroy, governador do Banco Central da França, não acredita que o Euro está em risco em relação ao padrão do Bitcoin

Nesta quinta-feira (21), François Villeroy de Galhau compartilhou sua visão sobre o mercado em meio a atual edição do Fórum Econômico Mundial.

Euro

François Villeroy de Galhau, governador do Banco Central da França, participou de uma roda de conversa no Fórum Econômico Mundial em Davos. Quando questionado se o Euro estaria em risco em relação ao padrão Bitcoin, ele afirmou que “não”. De acordo com sua fala, François é cético em relação à ideia do “Padrão Bitcoin”.

“Nós deixamos o padrão do ouro, mas o ouro era apenas um meio técnico. O que é importante é o que você diz, Bert, que a política monetária e o dinheiro são parte da soberania e vivemos na democracia. E eu acho que a regra pública é a chave. E se perdermos isso, perdemos uma função-chave da democracia. Dito isso, eu sempre repito que o dinheiro, desde que existe, por séculos, tem sido uma parceria do setores público e privado. Você precisa de uma ancora pública, seja qual for sua forma. Relembre, prata e ouro foram ativos soberanos. Então era do lado público. E, então você teve notas dos bancos e você terá o cdbc. Mas, de qualquer forma, a parte mais importante dos pagamentos está na esfera privada. E isto é um desenvolvimento do dinheiro privado tokenizado. No entanto, este dinheiro privado tokenizado precisa ser regulado para inspirar confiança.”

Brian Armstrong

CEO da Coinbase, Brian Armstrong também participou da conversa. Entre outros pontos, ele apontou um caráter complementar do Bitcoin para o mercado. Assim, o citou, por exemplo, para averiguar gastos deficitários:

“Por que quando há uma falta de confiança, ou pessoas, no contexto dos Estados Unidos,  se as pessoas estão preocupadas com a inflação ou talvez em lugares como a Argentina, Túrquia, ou Nigéria, elas vão fugir para aquilo que acreditam que vai guardar mais valor.”

Ao final da fala de Armstrong, François Villeroy voltou a afirmar que a garantia para a confiança é a independência no lado dos bancos centrais:

“E nós temos o comando e somos responsabilizados por isso. Mas sinto dizer que eu confio mais em bancos centrais independentes com um mandato democrático do que emissores privados de bitcoin, que tem um papel muito útil.”

Posteriormente Brian Armstrong corrigiu o colega e concluiu:

“Bitcoin é um protocolo descentralizado. Na verdade, não existe emissor do mesmo. No sentido de que os bancos tem independência, Bitcoin é ainda mais independente. Não há país, companhia ou indivíduo que o controla no mundo. De qualquer forma, eu acredito que é uma concorrência saudável. Por que as pessoas podem decidir em qual confiam mais e eu acredito que é maior mecanismo de responsabilização a respeito do déficit.”

Pedro Fonseca
Pedro Fonseca
Jornalista formado pela UNESP-Bauru (2016-2019), com MBA em Negócios Digitais pela USP Esalq (2022-2024). Possui experiência como assessor de comunicação, assessor de imprensa, redator e locutor. Já atuou em iniciativa social e em agência de comunicação, lidando com empresas e personas das áreas de saúde, autodesenvolvimento, tecnologia, empreendedorismo, entre outras.
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