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Representantes da OKX, NovaDAX e MEXC compartilham sugestões de criptomoedas para o mês de maio

Representantes da OKX, NovaDAX e MEXC prepararam uma lista de sugestões de criptomoedas para o mês de maio.

*** As seguintes análises são produções de terceiros e não necessariamente refletem as opiniões da Cripto Magazine.

Paulo Camargo, embaixador da OKX, CIO e cofundador da Underblock

“O mês de maio começa com o Bitcoin novamente no centro das atenções. Em meio às
incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, o apetite por risco ainda não voltou com força suficiente para sustentar uma rotação mais consistente para altcoins, mantendo o BTC como principal destino de capital.

Abril foi um mês particularmente positivo para o Bitcoin, que registrou sua maior alta mensal dos últimos 12 meses, sinalizando uma melhora relevante no sentimento de mercado. Apesar disso, o ativo agora se aproxima de uma zona de resistência importante na faixa dos US$ 80 mil, o que pode trazer uma pausa ou consolidação no curto prazo. Ainda assim, o cenário geral vem se tornando mais construtivo.

O Ethereum segue não atuando como um beta do Bitcoin, sem superar sua performance, mas tem mostrado sinais de recuperação após o fundo recente. A manutenção consistente acima dos US$ 2.000 indica uma base mais sólida, o que pode favorecer uma trajetória de valorização gradual nos próximos meses.

Entre as altcoins, a Hyperliquid (HYPE) se destaca como uma exceção, com desempenho
positivo mesmo em um ambiente mais desafiador. A plataforma vem apresentando forte crescimento dentro do ecossistema DeFi, com métricas operacionais robustas que sustentam a demanda pelo token e ajudam a explicar sua resiliência recente.”

Guilheme Fais – Head de Finanças da NovaDAX

Criptomoedas entram em maio com mercado seletivo e novas narrativas no radar

“O mercado de criptomoedas se aproxima do mês de maio em um ambiente mais seletivo, no qual o comportamento dos ativos passa a depender não apenas do desempenho do Bitcoin, mas também de narrativas específicas que vêm ganhando força dentro do setor. Após um período de recuperação consistente, o BTC segue como principal direcionador de liquidez, enquanto outras criptomoedas começam a se destacar de forma mais pontual.

O Bitcoin continua sendo o ativo central do mercado, operando próximo de níveis importantes após testar regiões mais elevadas nas últimas semanas. A capacidade de
sustentar preços acima de faixas-chave será determinante para o comportamento do restante do mercado. Caso o ativo mantenha sua estrutura atual, o ambiente tende a
favorecer uma maior rotação de capital para outras criptomoedas. O Ethereum, por sua
vez, segue como peça fundamental da infraestrutura do setor, ainda que com uma performance mais moderada no curto prazo, mas com expectativa de ganhar tração em
narrativas ligadas a aplicações reais e tokenização.

Entre os ativos de maior destaque potencial, Solana (SOL) continua sendo um dos principais candidatos a capturar fluxo em momentos de maior apetite por risco. O ecossistema mantém níveis elevados de atividade, o que sustenta a percepção de crescimento e reforça seu papel como um dos ativos de maior beta dentro do mercado.
Em cenários positivos, tende a apresentar movimentos mais acelerados em relação ao
Bitcoin.

Já na frente de inovação tecnológica, os tokens ligados à inteligência artificial seguem
entre os mais observados. Projetos como Bittensor (TAO) e Render (RNDR) continuam
ganhando relevância à medida que a demanda por infraestrutura computacional e
soluções descentralizadas cresce. Esses ativos têm se destacado por conectar o avanço
da inteligência artificial com a proposta de valor do mercado cripto, atraindo atenção
tanto de investidores institucionais quanto de participantes mais especulativos.

Além disso, a narrativa de tokenização de ativos reais também segue em expansão, com
projetos como Ondo (ONDO) ganhando visibilidade. A proposta de trazer ativos do mundo tradicional para a blockchain tem atraído atenção crescente, especialmente em um contexto de maior participação institucional no setor.

Apesar das oportunidades, o cenário ainda exige cautela. O ambiente macroeconômico
permanece como um fator relevante, com política monetária restritiva e riscos geopolíticos que continuam influenciando o apetite por ativos de maior risco. Nesse contexto, o mercado tende a permanecer seletivo, favorecendo projetos com fundamentos mais sólidos e narrativas bem definidas. Diante desse cenário, o mês de maio se apresenta como um período em que o comportamento do Bitcoin continuará sendo determinante, mas com espaço crescente para que narrativas específicas ganhem protagonismo. A dinâmica entre liquidez global e inovação dentro do setor deve definir quais criptomoedas conseguirão se destacar nas próximas semanas.”

André Sprone, LATAM MEXC Growth Strategy Lead

“Maio começa em um momento importante para o mercado cripto. O Bitcoin encerrou abril com seu melhor desempenho mensal em mais de um ano, voltando à região dos US$ 77 mil a US$ 79 mil, enquanto o suprimento de USDT se aproxima de US$ 150 bilhões, sinal de que a liquidez está voltando a se posicionar para risco. No pano de fundo, dois temas devem guiar o mês: a transição na liderança do Federal Reserve, com o mandato de Jerome Powell terminando em 15 de maio e Kevin Warsh ainda dependendo do processo de confirmação no Senado, e a possibilidade de novos avanços regulatórios nos EUA em torno do CLARITY Act.

Bitcoin (BTC)
O Bitcoin continua sendo o principal termômetro do mercado. O movimento recente parece ter sido menos sobre halving e mais sobre retorno de liquidez, melhora de fluxo em ETFs e expectativa em relação ao ambiente macro. Se maio vier com um Fed mais previsível e sem deterioração forte do cenário externo, o BTC tende a seguir como o ativo que mais concentra atenção e capital institucional.

Ethereum (ETH)
O Ethereum segue como a principal infraestrutura do mercado cripto, especialmente em tokenização, stablecoins e finanças on-chain. O aumento recente de staking por grandes players, a retomada de entradas em produtos ligados a ETH e a continuidade do roadmap técnico reforçam a tese de escassez relativa e uso estrutural da rede. Em um ambiente de avanço regulatório e institucional, o ETH continua sendo a principal porta de entrada para a narrativa de infraestrutura.

Hyperliquid (HYPE)
A Hyperliquid virou um dos casos mais fortes de DeFi com geração real de receita. A plataforma se consolidou como líder em derivativos descentralizados, com participação
dominante em open interest e volume relevante, além de uma estrutura em que grande parte das taxas retorna ao ecossistema do token. A criação de veículos regulados de investimento na Europa reforça a ideia de que o mercado começou a olhar para HYPE não apenas como narrativa, mas como ativo ligado a uso concreto.

Ondo Finance (ONDO)
Se a tokenização de ativos do mundo real é uma das narrativas mais fortes do ciclo, a
Ondo continua sendo uma das apostas mais diretas. A empresa avançou na tokenização de ETFs da Franklin Templeton e buscou maior clareza regulatória com a SEC para seu modelo de securities tokenizadas em Ethereum. Em um cenário em que o mercado tradicional começa a migrar produtos para infraestrutura on-chain, a ONDO segue muito bem posicionada.

Sui (SUI)
A Sui entra em maio com um catalisador claro: o lançamento de contratos futuros pela
CME, sujeito à aprovação regulatória, o que representa um passo importante em direção à legitimação institucional. Além disso, a rede ganhou tração com produtos de investimento listados nos EUA e com o lançamento da USDsui, sua stablecoin nativa. É um ativo que combina narrativa de infraestrutura, expansão de ecossistema e um evento específico de mercado nas próximas semanas.”

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