sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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VERT tokeniza debêntures da Mottu e do Banco Pine na XDC Network

A VERT Capital anunciou a tokenização de duas debêntures brasileiras na XDC Network,
blockchain pública voltada a aplicações institucionais. As operações envolvem títulos da
Mottu, empresa de mobilidade urbana focada em locação de motocicletas para logística
de última milha, e do Banco Pine, instituição financeira com atuação em crédito
corporativo e estruturado.

Tokenização

A debênture da Mottu já possui aproximadamente US$ 60 milhões tokenizados, com
valor total previsto de cerca de US$ 93 milhões. A empresa tem operação em expansão
na América Latina e atende principalmente serviços de entrega e logística urbana. Já a
emissão do Banco Pine conta com volume tokenizado de aproximadamente US$ 268
milhões. O banco atua no atendimento a empresas de médio e grande porte, com
histórico no mercado de crédito corporativo brasileiro.

De acordo com a empresa, com essas operações, o volume total de ativos tokenizados pela VERT na XDC Network chega a cerca de US$ 375 milhões. A meta da companhia é alcançar US$ 1 bilhão em ativos tokenizados nessa rede até o final de 2026.

Mais

Segundo Diego Consimo, Head de LATAM da XDC Network, a iniciativa demonstra como
a infraestrutura de blockchain pública pode agregar valor ao mercado tradicional de
renda fixa. “A tokenização amplia a transparência, a rastreabilidade e a visibilidade
global dos ativos brasileiros, sem substituir os sistemas existentes ou comprometer o
alinhamento regulatório”, afirma.

Nesta etapa, a tokenização tem como foco principal a melhoria da transparência e do
acompanhamento quase em tempo real dos ativos por investidores locais e
internacionais. Os títulos seguem registrados em estruturas centralizadas, sob
responsabilidade de intermediários, enquanto a blockchain funciona como uma
camada adicional de infraestrutura.

Para Gabriel Braga, diretor de Ativos Digitais da VERT Capital, o uso de blockchains
públicas tende a se consolidar como infraestrutura neutra do mercado financeiro. “Esse modelo permite inovação aberta, redução de fricções operacionais e maior
interoperabilidade, ao mesmo tempo em que mantém mecanismos de proteção ao
investidor por meio de regras de governança e permissionamento nos contratos
inteligentes”, explica.

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Pedro Fonseca
Pedro Fonseca
Jornalista formado pela UNESP-Bauru (2016-2019), com MBA em Negócios Digitais pela USP Esalq (2022-2024). Possui experiência como assessor de comunicação, assessor de imprensa, redator e locutor. Já atuou em iniciativa social e em agência de comunicação, lidando com empresas e personas das áreas de saúde, autodesenvolvimento, tecnologia, empreendedorismo, entre outras.
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