quarta-feira, julho 24, 2024
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Volume de comercialização de criptomoedas cresce no Brasil

Mesmo com a recente correção do mercado de criptomoedas, o Brasil mostra sua força. Os volumes negociados em reais cresceram 30% neste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo pesquisa da Kaiko.

Brasil é o maior mercado de criptomoedas da América Latina

O estudo revela que o volume semanal de negociações em reais acelerou mais rapidamente que os volumes em dólares americanos desde o final de janeiro. Isso levou o volume de negociação de criptomoedas em reais a atingir a marca de US$ 6 bilhões de janeiro a maio deste ano.

Esses números consolidam o Brasil como o maior mercado de criptomoedas da América Latina e o colocam em sétimo lugar entre as moedas fiduciárias globais. Em comparação, moedas de outros países, como o peso mexicano (MXN), somaram US$ 3,7 bilhões este ano, enquanto o peso argentino (ARS) acumulou cerca de US$ 300 milhões.

Os brasileiros têm mostrado uma preferência crescente por stablecoins, superando a preferência por altcoins e Bitcoin. A pesquisa indica que cerca de metade das negociações foram relacionadas a stablecoins, com um aumento de 20% na participação do USDT no volume de BRL desde o mercado altista de 2021.

A Kaiko também destacou que a maior exchange brasileira, Mercado Bitcoin, e a mexicana Bitso tiveram um aumento combinado de 21% na participação no início de maio, alcançando o maior nível em mais de três anos.

Perspectivas para o futuro

O mercado de criptomoedas no Brasil enfrenta vários desafios futuros. Segundo analistas, o cenário macroeconômico internacional continuará desfavorável, com juros ainda elevados e risco de recessão. No entanto, o setor de criptomoedas deve ter mais resiliência.

Então, um dos principais desafios é a necessidade de investir fortemente em infraestrutura tecnológica. Além disso, o Brasil precisa superar carências tecnológicas para dar suporte e constância ao mercado de criptomoedas.

Outro desafio é a regulação do mercado de criptomoedas. Mas, embora o Brasil tenha avançado na regulamentação do setor, ainda há questões a serem resolvidas.

Em resumo, apesar de todas as adversidades, o Brasil continua se destacando como um importante player no cenário global de criptomoedas.

Paulo Cardoso
Paulo Cardoso
Formado pela PUC-RJ (2002) em Jornalismo, com Pós Graduação na ESPM-RJ (2006) em Comunicação com o Mercado. Trabalhou em rádio, jornal, editora de livros como revisor e agências de publicidade como redator, estratégia de negócio e social media. Editorias trabalhadas: entretenimento, futebol, política, economia, petróleo, marketing, negócios, iGaming e tecnologia.
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