sábado, maio 25, 2024
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Como o halving do Bitcoin e pode influenciar o preço das criptomoedas

Na noite da próxima sexta-feira (19 ), a mineração de bitcoin está prevista para cair pela metade. O fenômeno, conhecido como halving, acontece a cada quatro anos, aproximadamente. Isso significa que a oferta das criptomoedas tende a diminuir, o que pode elevar o seu valor. Na última sexta-feira (12), ela estava cotada a US$ 67,7 mil (R$ 347,25 mil).

O que é o Halving

O halving é um mecanismo fundamental na concepção do bitcoin, que surgiu em 2009. Ou seja, para preservar o valor da moeda, a remuneração para a validação de transações com bitcoin na rede blockchain cai pela metade a cada quatro anos, ou a cada 210 mil blocos minerados.

Portanto, hoje, validar um bloco (cerca de 2,2 mil transações) gera uma recompensa de 6,25 bitcoins. Após o halving, o pagamento por bloco cairá para 3,125 bitcoins, reduzindo a quantidade gerada a cada mineração. Inicialmente, eram 50 bitcoins por bloco. No entanto, minerar bitcoins requer uma rede de computadores potente devido à demanda computacional exigida. No início, esse ganho era de 50 bitcoins por bloco minerado.

Porém, minerar bitcoins não é simples. É necessário ter uma rede de computadores muito potente, pela demanda computacional exigida. Em média, um bloco é minerado a cada dez minutos no mundo todo.

Assim, para manter o ritmo de mineração constante, o algoritmo do bitcoin promove automaticamente, a cada duas semanas, um ajuste na dificuldade de validação. Essa dificuldade nas validações das operações pode ser para mais ou para menos, por isso a varição do câmbio como qualquer outra moeda. 

Evolução da valorização

Há dez anos, porém, a complexidade da mineração era tão baixa que era possível fazê-la por meio de smartphones.

Segundo Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, por conta da expansão do mercado, que já conta com 19,7 milhões de bitcoins em circulação, cada halving tende a ter um impacto menor no preço da moeda.

O terceiro halving do bitcoin ocorreu em 11 de maio de 2020, e um ano depois, a criptomoeda valorizou 500%. Esse aumento ocorreu em um contexto de redução das taxas básicas de juros e de injeção de dinheiro pelos bancos centrais para mitigar os efeitos econômicos do lockdown.

No halving anterior, em 2016, o bitcoin teve uma variação de 280% no ano seguinte, enquanto que em 2012, no primeiro halving, a variação foi de impressionantes 7.300%. Mas, de acordo com Tota, o que impulsionou a forte valorização de 2012 foi a criação das primeiras exchanges, que são as Bolsas de Valores de criptoativos, e não necessariamente o halving.

Atualmente, além da redução na emissão, há outros fatores que podem beneficiar o bitcoin, de acordo com especialistas. A expectativa pela queda na taxa básica de juros dos Estados Unidos a partir de junho pode beneficiar ativos de renda variável como um todo. Mas a criação de ETFs (fundos de índice) nos EUA, após uma aguardada aprovação da SEC (órgão regulador do mercado americano), em janeiro, foi um divisor de águas.

Portanto, para Julián Colombo, diretor de políticas públicas da Bitso para a América Latina, todas as criptomoedas devem se beneficiar deste cenário, inclusive do halving de bitcoin. “Por ser a primeira e mais valiosa moeda digital, ela é como um termômetro da saúde do sistema cripto em geral.” – afirma.

Paulo Cardoso
Paulo Cardoso
Formado pela PUC-RJ (2002) em Jornalismo, com Pós Graduação na ESPM-RJ (2006) em Comunicação com o Mercado. Trabalhou em rádio, jornal, editora de livros como revisor e agências de publicidade como redator, estratégia de negócio e social media. Editorias trabalhadas: entretenimento, futebol, política, economia, petróleo, marketing, negócios, iGaming e tecnologia.
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