sábado, julho 13, 2024
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Nigéria culpa criptomoedas por desvalorização de moeda local

A Nigéria anunciou recentemente a intenção de proibir seus cidadãos de acessarem os sites das principais corretoras de criptomoedas, como Binance, Coinbase e Kraken. Essa decisão é parte de um esforço para estabilizar a naira, moeda local, frente ao dólar americano, que tem sofrido forte depreciação.

Desvalorização da naira em relação às criptomoedas é cada vez maior. Imagem: Divulgação

Desvalorização da naira em relação às criptomoedas é cada vez maior

Segundo o jornal Financial Times e veículos locais, autoridades nigerianas já solicitaram às empresas de telecomunicações que bloqueiem o acesso a essas corretoras. A justificativa seria a presença de especuladores da naira e operações de lavagem de dinheiro em tais plataformas.

Ou seja, essa ação visa conter a fraqueza da naira, que tem sido atribuída aos serviços das corretoras de criptomoedas. Em 2023, a Comissão de Valores Mobiliários da Nigéria proibiu as operações da Binance no país, alegando irregularidades. 

No entanto, a Binance afirmou que a empresa citada na proibição não era a mesma. A empresa declarou que está cooperando com as autoridades locais para garantir o cumprimento da lei e que removerá usuários envolvidos em atividades ilegais. 

Mas apesar da proibição anunciada, alguns usuários relataram conseguir acessar os sites das corretoras. A Coinbase, por sua vez, afirmou que suas operações na Nigéria ainda não foram afetadas.

Enquanto isso, a naira atingiu sua cotação mais baixa em relação ao dólar, levando o governo a adotar medidas para reverter essa desvalorização. Então, em 2023, limitou-se o acesso a dinheiro físico, o que impulsionou a demanda pelo bitcoin.

As corretoras também oferecem a possibilidade de investir em stablecoins, criptomoedas atreladas a outros ativos, como o dólar, o que tem atraído interesse em países com moedas instáveis, como a Argentina.

Mas embora a Nigéria tenha lançado a eNaira, sua moeda digital de banco central, em 2021, a adesão da população não foi conforme o esperado. Portanto, a proibição do acesso às corretoras de criptomoedas é mais uma tentativa do governo nigeriano de controlar a desvalorização da naira.

Paulo Cardoso
Paulo Cardoso
Formado pela PUC-RJ (2002) em Jornalismo, com Pós Graduação na ESPM-RJ (2006) em Comunicação com o Mercado. Trabalhou em rádio, jornal, editora de livros como revisor e agências de publicidade como redator, estratégia de negócio e social media. Editorias trabalhadas: entretenimento, futebol, política, economia, petróleo, marketing, negócios, iGaming e tecnologia.
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