sábado, julho 13, 2024
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Tether congela carteiras da PDVSA da Venezuela

A Tether, conhecida por emitir a criptomoeda pareada ao dólar USDT, fez um anúncio importante na última quarta-feira (24). A empresa decidiu “congelar” qualquer carteira digital que seja utilizada pela PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo. A medida é uma resposta à tentativa da PDVSA de usar a USDT para negociar petróleo para driblar as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Consequências do congelamento das carteiras da Tether

A USDT é uma das stablecoins mais populares no mercado de criptomoedas. Mas, recentemente, a Reuters divulgou que a PDVSA planejava expandir o uso da USDT como meio de pagamento em contratos de venda de petróleo. Eles estabeleceram essa estratégia com objetivo de contornar as restrições comerciais impostas pelos EUA.

Então, após a divulgação desse plano, a Tether comunicou ao site CoinDesk que irá congelar qualquer carteira digital envolvida nessas operações. A empresa busca respeitar a lista de entidades sancionadas divulgada pelo governo americano. Vale lembrar que a Tether já realizou congelamentos semelhantes no passado.

Segundo fontes consultadas pela Reuters, a PDVSA estava “aumentando lentamente” em 2023 as vendas de petróleo com pagamento em USDT. No ano passado, os EUA retiraram várias sanções à Venezuela, à medida que avançavam as negociações sobre a participação da oposição nas eleições presidenciais deste ano. No entanto, a decisão da Tether mostra que a situação ainda é complexa e cheia de desafios.

O congelamento das carteiras digitais pela Tether pode ter várias consequências para a Venezuela. A principal delas é a dificuldade de realizar transações comerciais internacionais. Para o país a proibição atinge em cheio seu maior ativo, a venda de petróleo.

A venda de petróleo é uma das principais fontes de receita do país e qualquer restrição a essa atividade pode ter impactos significativos.

A Venezuela já vinha enfrentando instabilidade econômica devido às sanções dos EUA. Mas o congelamento das carteiras pela Tether pode agravar ainda mais essa situação.

Paulo Cardoso
Paulo Cardoso
Formado pela PUC-RJ (2002) em Jornalismo, com Pós Graduação na ESPM-RJ (2006) em Comunicação com o Mercado. Trabalhou em rádio, jornal, editora de livros como revisor e agências de publicidade como redator, estratégia de negócio e social media. Editorias trabalhadas: entretenimento, futebol, política, economia, petróleo, marketing, negócios, iGaming e tecnologia.
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