sexta-feira, maio 24, 2024
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Cidade do RS aceita Bitcoin em mais de 200 lojas

Localizada a uma hora e meia de Porto Alegre, a cidade de Rolante, no Vale do Paranhana, está chamando a atenção do Brasil e do mundo. O motivo é a sua iniciativa inovadora: o uso do Bitcoin como forma de pagamento em mais de 200 estabelecimentos. Segundo Eduardo Timmen, vice-presidente da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária de Rolante e Riozinho (Acisa), os comerciantes aderiram à moeda digital, exibindo adesivos nas vitrines para informar aos turistas e moradores locais sobre a aceitação do Bitcoin.

Bitcoin é forma de pagamento rápida e prática

A praticidade do pagamento por Bitcoin é semelhante ao Pix, realizado por QR Code. Assim, para adquirir ou sacar a criptomoeda, o usuário precisa criar uma conta em uma corretora, utilizar o aplicativo da carteira digital e realizar as transações.

Assim, diversos estabelecimentos, como mercados, relojoarias, farmácias e lanchonetes, que já adotaram o Bitcoin como forma de pagamento. No restaurante Faccio, por exemplo, uma refeição custa cerca de 10.690 sats, uma fração do Bitcoin, equivalente a aproximadamente R$ 30. 

A sócia do estabelecimento, Clara Faccio, destaca que os comerciantes criaram um grupo no WhatsApp para impulsionar a divulgação da aceitação da moeda. Dessa forma o restaurante acaba atraindo turistas de cidades como São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais.

Clara relata que, desde que começaram a aceitar Bitcoin, no início de 2023, o movimento de turistas tem aumentado significativamente. Ela acredita que seja pela experiência diferenciada proporcionada aos visitantes. 

O ex-piloto de avião Ricardo Stim, criador da iniciativa “Bitcoin é Aqui”, foi fundamental para essa transformação. Ele se mudou para Rolante em busca de uma vida mais tranquila e se tornou um entusiasta da criptomoeda, depois, apresentou a novidade aos empresários locais.

Um dos primeiros empresários a aderir ao Bitcoin foi Anderson Luiz Reichert, vice-presidente dos supermercados Redefort. Então, depois de 11 meses aceitando a moeda digital, Reichert até criou a “cuca bitcoin”, uma cuca com sabores de laranja, pimenta e chocolate. A iguaria se tornou um sucesso de vendas, chegando a vender 70 unidades por semana.

Moradores relatam não terem tido problemas com a criptomoeda

Segundo Reichert, o Bitcoin tem sido uma forma eficiente de pagamento, e ele próprio utiliza a moeda em suas compras locais. Assim, o empresário destaca ainda que a aceitação do Bitcoin não implica em sonegação fiscal, pois emite nota fiscal para todas as transações.De qualquer forma, o prefeito de Rolante, Pedro Luiz Rippel, vê com bons olhos a adoção do Bitcoin na cidade, acreditando que essa iniciativa pode atrair mais turistas e impulsionar a economia local. No entanto, confessa que ainda não se aprofundou no assunto, mas considera positiva a repercussão que a moeda digital está tendo em Rolante.

Paulo Cardoso
Paulo Cardoso
Formado pela PUC-RJ (2002) em Jornalismo, com Pós Graduação na ESPM-RJ (2006) em Comunicação com o Mercado. Trabalhou em rádio, jornal, editora de livros como revisor e agências de publicidade como redator, estratégia de negócio e social media. Editorias trabalhadas: entretenimento, futebol, política, economia, petróleo, marketing, negócios, iGaming e tecnologia.
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