terça-feira, maio 28, 2024
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Mulheres ainda são apenas 15% do mercado de criptomoedas brasileiro

O mercado de criptomoedas, mesmo inovador, não está imune às questões de desigualdade de gênero. No Brasil, essa disparidade é evidente, com os homens dominando amplamente a participação nesse setor. De acordo com dados da Receita Federal, 85% dos investidores em criptomoedas são homens, deixando apenas 15% para as mulheres

Falta de interesse das mulheres nas criptomoedas é o principal motivo

Essa desigualdade se reflete não apenas na participação, mas também nas operações realizadas. Em 2023, os homens foram responsáveis por 84,46% das transações de compra e venda de criptomoedas, movimentando 83,74% do volume total. 

Esses números destacam a predominância masculina nesse mercado e apontam para a necessidade de mudanças estruturais para promover a inclusão das mulheres.

Renata Mancini, vice-presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), ressalta que a percepção de que as criptomoedas são dominadas por homens pode desencorajar as mulheres a participarem ativamente. Também destaca que a falta de compreensão sobre a volatilidade do mercado pode influenciar essa visão.

Mas apesar dos desafios, Mancini sugere que a tecnologia blockchain e a Web3 podem ser meios de promover a igualdade de gênero. Ela aponta que plataformas baseadas em blockchain podem implementar programas de recompensas e micropagamentos. 

Isso vai permitir que as mulheres recebam compensações justas por seu trabalho, independentemente de sua localização.

Outra pesquisa, realizada pela Chainalysis, revelou que apenas 22% dos cargos sênior na indústria cripto são ocupados por mulheres. Essa realidade, segundo Pratima Arora, diretora da Chainalysis, reflete uma cultura intimidadora dominada por homens e a falta de modelos femininos inspiradores.

Solução seria oferecer mais capacitação para as mulheres

Flavia Bitencourt, diretora de Recursos Humanos do Mercado Bitcoin, destaca a importância de oferecer oportunidades de capacitação e educação específicas para as mulheres, além de criar um ambiente inclusivo para combater essas disparidades.

Portanto, apesar dos obstáculos, há motivos para otimismo. Dados da Bitso mostram que o interesse das mulheres no mercado de criptomoedas está aumentando na América Latina, especialmente no Brasil e na Colômbia. Isso indica uma mudança gradual na participação feminina nesse setor.

Assim, para superar as barreiras existentes, Giovana Simão, consultora financeira especializada em cripto, destaca a importância de promover uma escuta atenta às necessidades das mulheres. Ela ressalta que as iniciativas devem considerar as diferenças no comportamento de investimento entre homens e mulheres, criando espaços que atendam às suas necessidades específicas.

Em suma, embora essa representação feminina tenha crescido nos últimos anos, ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar a equidade.

Paulo Cardoso
Paulo Cardoso
Formado pela PUC-RJ (2002) em Jornalismo, com Pós Graduação na ESPM-RJ (2006) em Comunicação com o Mercado. Trabalhou em rádio, jornal, editora de livros como revisor e agências de publicidade como redator, estratégia de negócio e social media. Editorias trabalhadas: entretenimento, futebol, política, economia, petróleo, marketing, negócios, iGaming e tecnologia.
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